11/04/2019 15:55 (atualizado em 31/12/1969 21:00)

Catarinense apresenta taças e tem R$ 120 mil para uso do VAR Clubes vão arcar com o custo dos equipamentos para as semifinais e também final.

Geninho, Hemerson, Ney Franco e Kleina ao lado das taças(Foto: Diorgenes Pandini, Diário Catarinense)

Os presidentes e treinadores dos quatro clubes semifinalistas do Campeonato Catarinense 2019 estiveram reunidos na manhã desta quinta-feira. Na sede da OAB-SC o assunto foi os duelos das 16h de domingo. As partidas Chapecoense x Figueirense e Avaí x Criciúma contarão com o árbitro de vídeo, o VAR. Os treinadores falaram sobre o tema no evento organizado pela patrocinadora que dá nome ao campeonato. Além disso, foram apresentados os troféus para campeão e vice-campeão da competição.

Todo o custo com o equipamento será arcado pelos clubes. São cerca de R$ 40 mil por partida. Como o árbitro de vídeo será utilizado também no jogo final, a conta é de R$ 120 mil. Treinador com menos de tempo de futebol catarinense, Ney Franco vê como positivo o artifício.

– Sou adepto das novidades ao futebol, que chegam para contribuir com a eliminação de erros. Mas nos cabe como treinador nos preocupar em trabalhar com os atletas, que joguem concentrados apenas no jogo – disse o comandante da Chapecoense.

O oponente na semifinal na Arena Condá, Hemerson Maria concorda.

– Temos outras coisas a mais para nos preocupar. Mas é importante preparar psicologicamente seus atletas. Temos atletas jovens e muito identificados, que sofrem mais com decisões injustas de arbitragem. Espero que o VAR venha a fazer com que as coisas fiquem mais justas – assentiu.

Foram realizadas 90 partidas desde 16 de janeiro. Todas por conta das três que estão por vir. O uso do VAR aparece para que o vencedor da taça, apresentada ao final da Coletiva da Semifinal, como foi chamado o evento, seja merecedor de forma mais justa o possível.

– O campeonato chega nas semifinais com emoção aos torcedores e renova esperanças de título para cada um. Não se pode apontar favorito absoluto. Os quatro clubes chegam à semifinal com mesmas chances e oportunidades iguais de levantarem a taça em 21 de abril. A FCF cumpriu seu papel. As falhas observadas serão levadas ao debate para correções – disse o presidente da Federação Catarinense de Futebol, Rubens Angelotti.

No ano passado, o VAR não precisou ser acionado na vitória do Figueirense sobre a Chapecoense, no jogo único na Arena Condá. Na casamata da equipe derrotada, estava Gilson Kleina, que volta a disputar uma fase decisiva do Catarinense, mas pelo Criciúma. Ele vai tentar fazer com que o Avaí sofra com o que sofreu do ano passado.

– Fomos melhores em tudo, ganhamos de todos os adversários na primeira fase. Em uma tarde em que não fomos bem, e dou mérito ao Figueirense que fez um jogo competitivo, perdemos o título. Agora, entramos nos últimos instantes na semifinal, mas foi por mérito dentro de campo. Vamos enfrentar um adversário difícil, uma equipe entrosada, e que no mata possamos estar em uma tarde feliz também, que sejam os jogadores competentes e entrarmos na final – disse o comandante do Tigre.

Enquanto o campeão não é conhecido, o saldo positivo é o aparecimento de jogadores formados nos clubes semifinalistas - um ponto positivo uníssono entre os quatro treinadores. Todos os times recorreram aos atletas da casa, com vista na formação do elenco para o compromisso seguinte, o Campeonato Brasileiro.

– O nível do campeonato foi bom e os clubes usaram bastante suas divisões de base, que é o caminho ao regional. Investir na base ajuda o clube: pode revelar alguém, achar solução em casa e dá fôlego ao clube. Você vê o que tem de bom, mantém e acopla depois jogadores que possam te ajudar. E você continua o trabalho para melhorar a produção de sua equipe, com garotos ou não – pontuou Geninho.

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Fonte: DC

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