04/05/2019 09:48 (atualizado em 04/05/2019 09:53)

Extensionista da Epagri fala sobre morte e produção de mel de abelhas na região No extremo oeste, a produção de mel vem aumentando com a passagem dos anos

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Entrevista com o extensionista rural e responsável pelo projeto de apicultura na UGT9 de São Miguel do Oeste e Palmitos Vilmar Milani

Nos últimos meses, mais de 500 milhões de abelhas foram encontradas mortas por apicultores apenas em quatro estados brasileiros, segundo levantamento da Agência Pública e Repórter Brasil.

Albert Einstein havia previsto no século passado que se as abelhas desaparecessem da superfície da Terra, o homem teria apenas mais quatro anos de vida.

Extensionista Rural e responsável pelo projeto de apicultura na UGT9 de São Miguel do Oeste e Palmitos, Vilmar Milani (Foto: Daniela Scarioto/Rádio Progresso)

Foram 400 milhões no Rio Grande do Sul, 50 milhões em Santa Catarina, 45 milhões em Mato Grosso do Sul e 7 milhões em São Paulo, segundo estimativas de Associações de apicultura, secretarias de Agricultura e pesquisas realizadas por universidades.

Na nossa região, conforme o Extensionista Rural e responsável pelo projeto de apicultura na UGT9 de São Miguel do Oeste e Palmitos, Vilmar Milani, destaca que como a apicultura não é uma atividade expressiva na nossa região como em outras, acaba não sabendo possível saber dos casos de mortes.

De acordo com ele, um dos principais motivos para a morte de abelhas é pelo agrotóxico, alguns inseticidas modernos usados na agricultura, acaba causando um impacto muito grande, porque uma abelha q volta pra colmeia contaminada pelo inseticida, acaba exterminando a colmeia inteira.

Atualmente, a associação de apicultores na regional de São Miguel do Oeste, são de 7 associações distribuídas nos municípios, em termo de produção não há dados atualizados, mas em um ano já foram registrados 300 toneladas de mel na região.

Em um ano já foram foram registrados 300 toneladas de mel na região (Foto: Divulgação)

“A produtividade gira em torno de 20 quilos por colmeia, que é uma média estadual. E nós temos potencial para aumentar essa produtividade para 30 à 40 quilos por colmeia, bastando que o apicultor adote algumas tecnologias.” Acrescentou Milani.

Conforme ele, o apicultor precisa ter a noção que não basta ir lá e só “roubar” o mel da abelha, precisa pensar em devolver algo para ela. No mercado tem um açúcar chamado de VHP que pode ser fornecida a colmeia, por um valor baixo.

"Mesmo com o grande número de mortes de abelhas em algumas regiões do país, no extremo oeste a produção vem tendo aumento na passagem dos anos, graças ao incentivo que os apicultores recebem e das novas tecnologias para a produção." Finaliza o extensionista.

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Fonte: Rádio Progresso

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