11/05/2019 10:01 (atualizado em 11/05/2019 10:10)

“Queria tanto um filho, que ao adotar eu consegui amamentar” diz mãe Conheça nessa véspera do dia das mães a história da migueloestina Anelise Raimann Gandin

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Depoimento da mãe Anelise Raimann Gandin

Desde que a instrumentadora cirúrgica Anelise Raimann Gandin se casou com Delísio Gandin, sempre foi um sonho do casal ter filhos, porém pela surpresa dos dois eles descobriram que não poderiam ter filhos de forma natural, sem tentativa de ser por fertilização in vitro.

Momentos são eternizados nos porta retratos da família (Foto: Arquivo pessoal)

Após tentarem três fertilizações sem sucesso, o casal migueloestino entrou para a fila de adoção em 24 comarcas, sendo uma do Paraná, e todas as outras em Santa Catarina. Depois de entregarem toda a documentação exigida o tempo de espera foi de 2 anos e meio, até Ana Caroline chegar em 2006, uma bebê prematura e extremamente saudável, mas que exigia atenção e principalmente precisava do leite materno para ganhar peso e receber todos os benefícios que esse leite possui. Com o sonho que sempre teve em amamentar, Anelise procurou sua médica para pedir orientações de como conseguir amamentar.

“’Ela disse Ane, a primeira coisa que você precisa é querer, porque a mulher foi preparada para amamentar, pois independente de você passar ou não por uma gestação, você consegue amamentar. Ela pediu pra mim fazer exercícios na mama a noite antes de deitar e de manhã antes de levantar.” Conta Anelise.

Com 13 dias o leite desceu e como Ana Carolina pesava 1,200 kg, Anelise precisou fazer esgotamento do leite e dava na seringa para Ana, pois como era muito pequena ela perderia peso ao sugar. Após uma semana, Ana já conseguiu ir para o peito.

Anelise e Ana Carolina são grudadas (Foto: Daniela Scarioto/Rádio Progresso)

Na época, o fato de Anelise ter conseguido amamentar ao adotar, foi tão divulgado, que foi considerada a 1ª mulher no estado de Santa Catarina a conseguir amamentar, e a 4ª no país.

Com um elo muito grande desde o início, hoje a família de Anelise (como ela mesma diz) é muito grudada, Ana Carolina chegou pra completar e trazer o verdadeiro e inexplicável amor que só quem tem filhos sabe como é.

Hoje Ana Carolina tem 12 anos e quer muito um irmão, os pais estudam a possibilidade de adotar uma nova criança e assim fazer mais um bem para a humanidade e ajudar outra criança que tanto precisa.

“Eu só tenho a dizer que adotar, não é adotar, é ser mãe, é ter filho, em momento algum você lembra que adotou, porque naquele momento você só quer ser mãe e ter um filho, e o resto passa a ser apenas um detalhe. Então quem não puder ter filho biológico, não pense duas vezes em adotar porque ser mãe, é o que importa, e não importa a forma que você é mãe, pois mãe tem amor sobrando para dar. Feliz dia das mães para todas!” Finaliza.

Família se completou com a chegada de Ana (Foto: Daniela Scarioto/Rádio Progresso)

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Fonte: Rádio Progresso

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