11/08/2017 14:10 (atualizado em 31/12/1969 21:00)

Servidora efetiva é demitida por corrupção em São Miguel do Oeste

A administração de São Miguel do Oeste instaurou processo administrativo disciplinar para apurar possíveis infrações de uma servidora pública municipal efetiva que ocupava o cargo de Técnico Administrativo. De acordo com a Portaria nº 0069/2017, a servidora utilizou-se do cargo de comissão de Diretora de Recursos Humanos e Secretária de Administração, para efetuar o lançamento menor do seu imposto de renda retido na fonte de algumas competências, o não lançamento de suas contribuições previdenciárias em algumas competências e lançamento maior de seus anuênios.

De acordo com o assessor jurídico da administração, Nédio Lima, foram constatadas irregularidades e por conta disso uma sindicância foi aberta para apurar o caso, o que resultou em um processo administrativo. Uma comissão foi formada para avaliar a questão e a conclusão foi pela demissão da servidora, o que foi acatado pelo prefeito Wilson Trevisan na última sexta-feira (4).

“Foi constatado que a servidora praticou atos que estavam em desacordo com a lei. Percebemos que alguns valores estavam em desacordo com o que tinha que ter sido feito. Ela era responsável pelo lançamento desses valores. Isso foi durante o ano de 2015 e 2016. Percebemos isso neste ano, quando entramos na administração. Quando percebemos, abrimos uma sindicância que constatou indícios de irregularidade. Abrimos um processo administrativo, ela teve acompanhamento de advogado, teve testemunhas. A comissão concluiu que os fatos eram graves e esses fatos teriam como consequência, pelo Estatuto do Servidor, a demissão dela”, explica Lima.

Conforme a portaria, a “comissão que conduziu o processo administrativo disciplinar concluiu pela penalidade de demissão por crime contra a administração pública, improbidade administrativa, lesão aos cofres públicos e corrupção ativa e passiva”. A assessoria jurídica informou que a administração está fazendo o levantamento dos valores para posterior cobrança da servidora demitida. Alguns valores, segundo Lima, já foram devolvidos. “Vamos comunicar o Ministério Publico (MP) também, caso o MP entender que ela tenha que responder a alguma ação penal”, completa.

Veja fotos da matéria

Fonte: O Líder

Mais notícias