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25 DE MARÇO - Há 99 anos nascia Dom José Gomes

Bispo marcou a história do Oeste Catarinense, sendo guia da diocese de Chapecó por 30 anos

Por Rádio Tunaporã
Postado em 26 de março de 2020 às 07:14.11

"José Gomes, filho de Antônio Gomes e de Maria Magioni Gomes. Ele, descendente de espanhóis, ela de italianos. Seus pais vieram para o Brasil e fixaram-se na localidade de Nova Milano, em Caxias do Sul – RS. É em Erechim que nasce o quinto filho, no dia 25 de março de 1921, ao qual deram o nome de José. José foi crescendo, muito assíduo no trabalho, no estudo e na religião. Após a morte do pai, a preocupação da família passou a ser como custear os estudos de José, no Seminário.” (Claudir Meotti – Monografia)

“Dom José era um homem de Deus. Isso o fazia uma pessoa muito simples,muito humilde, mas de uma força e grandeza extraordinárias. Não era afeito ao luxo e à pompa. Amava a simplicidade e se sentia bem com os simples. Jamais se deixou levar pelos afagos dos poderosos e burgueses, embora nunca tenha perdido o respeito por eles. Sofreu as mais infames calúnias e sempre resistiu com a firmeza e serenidade daqueles que encontram na fé seu amparo. A fé o fez um homem livre. Sua espiritualidade é marcada por um profundo encontro com a palavra de Deus. Em seus sermões aludia, com clareza, doçura, humanidade e sentido libertador, a história do Êxodo, dos Profetas e do Novo Testamento onde encontrava em Jesus sua culminância.” (Dr. Paulo F. Diel – Introdução do livro SERMÕES DE DOM JOSÉ GOMES)

“Dom José não teria sido quem foi se não houvesse um povo sedento de justiça, corajoso e atuante, que acolheu seu anúncio e sua proposta, arregaçou as mangas e partiu para a organização em defesa da vida e na conquista de direitos. A fala e a presença do Bispo profeta despertavam, desafiavam e encorajam o povo. “Coragem, toquem pra frente!”, afirmava ele em muitos pronunciamentos e nas prosas cotidianas. E a vibração e atuação do povo, participando e se organizando, animavam e sustentavam o Mestre e Pastor a jamais esmorecer e a não fugir das peleias. É claro que outra fonte de sustentação do ânimo do Bispo – quem conviveu com ele sempre confirma – foi a leitura e meditação da Palavra de Deus, dos documentos da Igreja e as celebrações populares, sempre impregnadas da vida do povo.” (Ivo Pedro Oro – Apresentação do livro A práxis política da Igreja Católica na Diocese de Chapecó/SC – de Tiago A. da Silva).

Fonte: Rádio Tunaporã
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